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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Capítulo 4 — A mãe dos Deuses — Rhea(Ῥέα)

 

Capítulo 3 — A mãe dos Deuses — Rhea(Ῥέα)

Olimpo, a Saga dos Deuses





Rhea(Ῥέα) e Chronos(Χρόνος)

Eros(ἔρως) tomou para si uma forma astral muito bela. surgiu como um jóvem rapaz d cabelos loiros e anelados, carregando sempre consigo uma aljava carregadas de setas banhadas num curioso elixir, que tinha a propriedade de despertar o amornos casais, aproximando-os inevitavelmente. E foi apenas por uma tola brincadeira, que resolveu flechar o coração de Rhea(Ῥέα). A deusa passou a suspirar pelos cantos, sem que ninguém conseguisse atinar com o motivo de seu sofrimento. 


Eros também a observava discretamente. Por quem iria Rhea se apaixonar? Pouco depois surpreendeu-a olhando para Chronos(Χρόνος) com adorção. teve pena dela. Logo Chronos? conhecia bem o rei. Era cruel, dominador e, sobretudo, parecia detestar as mulheres. Todos sabiam que o medo de vir a ser pai era o grande motivo que alimentava aquela animosidade contra as deusas. Era respeitado por todos, mas não amado. Até mesmo Gaia(Γαῖα) ficou contra ele depois do incidente dos Cíclopes.

Aconteceu logo que ele tomou o reinado de Urano(Οὐρανός), Gaia aflita, pediu-lhe então que libertasse seus filhos, os Hecatônquiros(ἑκατόγχειρες), do seio da terra. Ele prontamente atendeu ao pedido da mãe. Mas, ao ver a força mal contida daqueles filhos de Gaia, ficou preocupado. Todos o viam, assustado, deslizando pelo espaço, olhando em volta de si, como se temesse algum ataque de surpresa. por fim, resolveu descer ao Érebos(Ἔρεβος). E lá, na escuridão infernal, separou uma imensa área a que chamou de Tártaro(Τάρταρος). Mobilizando energias, cercou o Tártaro fom fortes descargas elétricas, tornando impossível a fuga. Também, trabalhando com energias, fez daquele local, um centro de torturas temíveis.  Para cuidar do Tártaro, escolheu Thanatos(Θάνατος), a morte, filho que Nix(Νύξ) engendrou sozinha.

Feito isso, ali aprisionou os Hecatônquiros e também os Cíclopes(Κύκλωπες).

As Erínias(Ερινύες), esvoaçando em meio a grande estardalhaço, a tudo presenciaram e, em seguida, resolveram acompanhas seus irmãos, os Gigantes(Γίγαντες), e ali estabeleceram a sua morada, longe do céu e da luz, senhoras absolutas do castigo com que atormentariam suas vítimas, fustigando-as com o chicote e queimandoas com a tocha  que sempre traziam entre as mãos.

                                                                                ...

Rhea sofria. Um dia, porém, decidiu-se e foi procurar Eros.  rapaz olhou-a, desconfiado. Teria ela percebido sua traquinagem? Tera vindo pedir-lhe para desfazer o encantamento? Mas como? Ela não sabia...

— Eros, —  começou Rhea, meio sem jeito — vim lhe pedir um favor,  mas, se for possível,  não fique constrangido em negá-lo.

Eros respirou aliviado.

— Um pedido seu é uma ordem para vim, deusa. Fale, como posso serví-la?

Rhea olhou em volta, para certificar-se de que não estava sendo ouvida.

— Bem, — gaguejou — eu queria que você ferisse o coração de Chronos com uma de suas flechas encantadas.

Eros abriu um sorriso cativante.

— Seu pedido será saisfeito agora mesmo. Se me dá licença, vou já procurar o nosso rei.

hea fez que sim com a cabeça, surpresa pelo fato do rapaz não lhe ter feito nenhuma pergunta. E viu-o afastar-se, ligeiro, experimentando com o dedo a ponta de uma seta.

Naquele mesmo dia, Chronos a procurou e tomou-a por esposa. Apaixonado, nem se lembrava mais do perigo que representava para ele a vinda de um filho. E os filhos chegaram. desesperado, Chronos os devorou um a um, à medida que nasciam. E assim foi que Rhea nem chegou a conhecer seus cinco filhos: Héstia(Ἑστία), Deméter(Δήμητρα), Hera(Ἥρα), Hades(Άδης), Poseidon(Ποσειδῶν).

Quando se viu mais uma vêz grávida, ficou desesperada. Suplicou a Chronos pela vida deste último filho, mas ele foi implacável.

— Jamais, mulher, jamais permitirei que um filho meu viva para ocupar o meu lugar! Meu reinado será eterno e glorioso.

Sem falar com ninguém, Rhea fugiu e escondeu-se no mundo físico, numa ilha que chamavam de Creta(Κρήτη), entre a sombra das grandes árvores. As ninfas(Νύμφαι), iincansáveis, tudo faziam para diverti-la. Mas Rhea não conseguia mais sorrir. Preocupadas as ninfas chamaram os Curetes(Κουρήτες), duendes endiabrados e barulhentos, para entretê-la. Mas nada a divertia.

Foi somente quando nasceu o filho, que seu rosto se iluminou e suas lágrimas secaram. Abraçou a criança com carinho e disse as ninfas:

— Preciso voltar a meu rei. Confio meu filho aos seus cuidados e jamais ningúem deverá conhecer a sua existência. Cuidem do pequeno Zeus(Ζεύς) até que ele cresça e possa decidir seu destino por si só.

As ninfas receberam a criança e Rhea afastou-se, sem olhar para trás. No meio do caminho, pegou uma pedra redonda, lipou-a bem e embrulhouá com alvos panos. Ajeitou-a contra o peito e subiu aos céus.

Chronos a recebeu furioso.

— Por onde andou, mulher? Todos a procuraram em vão. Onde te escondeu e por quê? E onde está o filho que gestava?

Rhea abaixou a cabeça e respondeu, cheia de medo.

— Fui vistar o mundo físico  lá me perdi. Somente agora encontrei o caminho de volta e trago comigo o ultimo de nossos filhos, para que cumpra nele a sua vontade.

E Chronos devorou o embrulho que Rhea lhe estendeu, sem saber que no meio dos alvos véus havia apenas uma pedra redonda.


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